Quando se fala em grandes músicas brasileiras, essa música incrivelmente nunca é mencionada. Uma das mais belas canções brasileiras

de todos os tempos, “Tristeza do Jeca”, mostra o lado emocional do caipira, do homem do interior, do mato; onde a tristeza impera em quase toda a letra e descreve seu lugar como algo que fica na saudade. Esse pode ser o principal motivo de ela nunca estar nessas listas de melhores de alguma coisa, por ela ser caipira. No site da revista Rolling Stones Brasil há uma lista das 100 melhores músicas brasileiras, ela não foi mencionada, nem mesmo nos comentários dos inúmeros leitores indignados por alguma música ter ficado de fora.

Eu nasci naquela serra
Num ranchinho beira chão
Todo cheio de buraco
Onde a lua fai clarão
Quando chega a madrugada
Lá na mata a passarada
Principía um barulhão

Angelino de Oliveira compôs essa canção em 1918. A sua estreia foi no Clube 24 de Maio de Botucatu e no ano de 1922 temos a primeira gravação em disco, com a orquestra Brasil-América. Em 1926 Patrício Teixeira tem a primeira gravação cantada. Os seus maiores interpretes foram Tonico e Tinoco, colocaram a música para conhecimento nacional, sendo até o fim da carreira da dupla o seu maior sucesso.

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Angelino de Oliveira

Foram inúmeros os artistas que regravaram: Maria Bethânia, Renato Teixeira, Almir Sater, 21011178_20130607190132998Inezita Barroso, Pena Branca e Xavantinho e Paraguassu. Uma canção em que Angelino se inspirasse no personagem de Monterio Lobato, o Jeca Tatu, que aparece no romance “Urupes”. Outro grande momento dessa música foi quando Mazzaropi grava um filme intitulado “Tristeza do Jeca” de 1961. Mazzaropi se inspira nessa linda canção para fazer um dos seus melhores filmes.

Uma bela canção que nós do site 45Rotacoes não vamos deixar no esquecimento.