Desde que me conheço por gente eu ouço música. Meus primeiros contatos foram ainda quando eu era pequeno, lá pelos meus 5, 6 anos de idade. Foi justamente na explosão do rock nacional nos anos 80.

Como não poderia deixar de ser, tomei o gosto pelo rock. Mas não era só de rock que os meus ouvidos eram alimentados. Em casa sempre esteve à minha disposição discos de Chico Buarque, Milton Nascimento, Michael Jackson e etc. Lembro de ouvir no rádio milhares de músicas que não eram relacionadas ao rock. Muitas delas eu ainda gosto e ao menor sinal de lembrança de seus versos, elas me remetem a um tempo muito prazeroso da vida.

Claro que nem tudo o que tocava eu gostava e, a partir daí, fui aprendendo com o tempo a filtrar o que eu ouviria. Guardava o que era bom e descartava o que não era tão bom assim.
Lembro que a banda e o disco que me enveredaram para o caminho do rock and roll foi o RPM e o disco Rádio Pirata Ao Vivo, maior sucesso da época. Me lembro de ouvir insistentemente esse álbum. Era como se fosse um vício, posso dizer que quase “furei” esse disco de tanto ouvir.

Logo depois, fui absorvendo com o mesmo entusiasmo Titãs, Legião Urbana, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, etc. Todas essas bandas foram fundamentais para que eu formasse o meu gosto musical. Com o tempo, fui meio que deixando pra lá os outros estilos musicais. Lá pelos meus 10 anos, eu já sabia muito bem o que eu queria em termos de música.

E a partir do momento em que eu tinha mais oportunidade, mais eu mergulhava no estilo. Com isso, acabei indo para um outro caminho, o do rock pesado, o heavy metal. Comecei ouvindo o petardo Troops Of Doom, do Sepultura. Foi como se eu tivesse levado um soco na cara. Sabe quando você olha para uma garota e mesmo tendo visto ela pela primeira vez você diz que ela é a menina de sua vida? Pois é, com o Sepultura foi a mesma coisa.

Quando você conhece algo que realmente gosta, muito provavelmente você irá buscar mais informações daquilo que deseja e até mesmo procura informações paralelas relacionadas ao assunto.

Creio que todo mundo se lembra do momento em que teve o primeiro contato com a música. Muitas vezes, ele é de uma forma inusitada, até mesmo você ouve algo que nos dias de hoje você abomina, tem até vergonha de dizer que gostava. Você pode até gostar, nunca vai admitir perto de outras pessoas mas sempre que ouvir determinado artista ou banda, vai se lembrar de uma época de ouro, os seus primeiros contatos musicais.

Comigo acontece exatamente isso. Como já disse no começo de nossa conversa, quem me colocou no caminho do rock foi o RPM e até hoje eu ouço os discos de Paulo Ricardo & Cia. Elas me remetem a um tempo muito prazeroso de vida. E acreditem se quiser, não tenho receio e nem vergonha de dizer que gosto, embora muitas pessoas achem um pouco estranho alguém que ouve músicas pesadas gostar de uma banda pop rock.

Não importa o estilo musical que você ouve. Você pode ter a preferência por um gênero específico ou até mesmo ser uma pessoa eclética. O que vale nisso tudo, é o prazer que a música lhe dá. E se o que você ouve toca o seu coração e sua alma, nada mais importa. Não ouça apenas a música, sinta ela.