Desde que Max Cavalera saiu do Sepultura (lá se vão quase 20 anos), a cada disco lançado, a banda entra na linha de fogo. Por mais que eles tenham superado a traumática saída do vocalista, vira e mexe as comparações entre passado e presente voltam à tona.

Após dois lançamentos regulares, “Against” e “Nation”, em 2003, os brasileiros apresentavam ao mundo o terceiro álbum da “era Derrick Green”, “Roorback”. Este trabalho apresentou alguns novos experimentos juntamente com a fase antiga.

A banda estava totalmente afiada e os principais destaques ficam para o trabalho de Andreas Kisser nas guitarras e a potência vocal de Derrick, mais agressiva até então, misturando com algumas músicas cantadas.

“Roorback” tem em suas letras um efetivo sentido político, sendo todas compostas pela dupla Andreas/Derrick. Isto influiu e muito no desempenho do vocalista, que superou as expectativas.

Boas letras com execuções competentes. É desta forma que podemos resumir “Roorback”. Na opinião deste que vos escreve, este álbum pode ser considerado um dos melhores da fase Derrick Green no Sepultura, é um disco que eu ouço constantemente e não consigo enjoar dele.

Aqui temos excelentes petardos como “Come Back Alive”, “Apes Of God”, “Urge” (esta, com magistral participação de João Barone), “Corrupted” (música perfeita para abertura de um show), “Mind War” e a balada “Bottomed Out”, que propositalmente não foi creditada à ninguém e conta com um solo perfeito de Kisser.

Em resumo: “Roorback” é melhor do que o confuso “Nation” em quesitos técnicos e traz a banda aos bons tempos de trash metal. Um passo para o futuro sem tirar os olhos do passado glorioso.

FAIXAS:

1 – Come Back Alive
2 – Godless
3 – Apes Of God
4 – More Of The Same
5 – Urge
6 – Corrupted
7 – As It Is
8 – Mind War
9 – Leech
10 – The Rift
11 – Bottomed Out
12 – Activist
13 – Outro
14 – Bullet The Blue Sky*

*Faixa-bônus disponível apenas na versão nacional.