Em 1994, o Sepultura já era uma banda que figurava no time das maiores do mundo. Os álbuns Arise e Chaos A.D. estavam na lista dos mais vendidos e, posteriormente se tornariam clássicos do metal mundial.

Atento ao que acontece nas cercanias do período pré-new metal, Max Cavalera, conheceu uma banda chamada Fudge Tunnel, liderada por Alex Newport. “Aquilo era completamente diferente de qualquer coisa que eu tivesse escutado”, declarou Max em sua biografia.

Repleto de samples e sons de freadas de carro, “Point Blank”, primeiro e único álbum de estúdio do Nailbomb, projeto que Max Cavalera idealizou com Alex Newport, saiu em 1994. O disco avisa logo a que veio na arte da capa. Uma mulher vietnamita com uma arma apontada para a cabeça. O verso da fotografia trazia a informação dizendo que ela teria sido liberada, apesar de muitos acharem que ela teve seus miolos estourados.

Com participação de Andreas Kisser e Igor Cavalera (então companheiros de Sepultura) e Dino Cazares (Fear Factory e Brujeria), “Point Blank”, deu ao trash industrial uma pitada mais áspera do que de costume.

Em quase todo o trabalho, Max e Alex traduzem da forma mais pesada e possível todo o conceito de ultraviolência existente no mundo. Aliás, nem mesmo alguns músicos escaparam da língua feroz da dupla – Lenny Kravitz e Sinead O’Connor foram gentilmente elogiados com um sonoro “vão se fuder”.

FAIXAS:

1 – Wasting Away
2 – Vai Tomá no Cú
3 – 24 Hour Bullshit
4 – Guerrillas
5 – Blind and Lost
6 – Sum of Your Achievements
7 – Cockroaches
8 – For Fuck’s Sake
9 – World of Shit
10 – Exploitation
11 – Religious Cancer
12 – Shit Piñata
13 – Sick Life