A morte de um grande ídolo é algo sempre lembrado pelos fãs. As músicas que embalaram suas paixões e amores pela vida, ou que faz lembrar-se de uma pessoa querida ou simplesmente que toque sua alma.

E são muitos os casos que essa idolatria perdura durante anos. Vejamos os fãs do ex-vocalista da banda The Doors, Jim Morrison, seu túmulo é um dos locais mais visitados por turistas em Paris, no cemitério Pére-Lachaise, fãs visitam o local deixando flores e mensagens ao seu eterno ídolo. John Lennon faleceu em 1980, mas até os dias atuais recebe homenagens na data de sua morte, com shows e manifestações no mundo todo.

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No Brasil não é diferente. Raul Seixas ganhou um dia especial: 21 de Agosto. Acontecem manifestações que reúnem fãs em diversas partes do Brasil, para realizar uma homenagem, cantando canções no dia de sua morte. Tião Carreiro é lembrado pelo interior do país como um dos grandes ou o maior nome da música caipira, realizando cavalgadas e rodas de viola. Outro caso seria do Mamonas Assasinas, com um sucesso meteórico e com apenas um trabalho lançado ainda vivos, eles ainda despertam a curiosidades de novos fãs e dos antigos também.

Mas esse amor pode ter ficado maior por essa escassez de grandes talentos? Deixando bem claro, que ninguém substituiu ninguém, todo indivíduo é único, sua substituição é impossível. Mas sejamos honestos, os grandes nomes são constantemente mencionados como pessoas que com seu talento deixaram um legado quase intocável, e que nenhum nome apareceu para fazer sombra a esse legado.

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Muitas bandas atuais usam a mesma fórmula de sucesso, quando um faz o sucesso todos seguem essa mesma linha, algo que os grandes nomes não faziam, eles antecipavam tendências que viam das ruas ou de seu talento, não tinham medo. Isso pode ser visto nas vendas desses artistas falecidos. Elvis Presley, Michael Jackson, John Lennon, Frank Sinatra entre outros ainda faturam milhões com a venda e a circulação de suas obras.

Outra hipótese pode ser dada a tecnologia, que conseguiu deixar mais próximo do grande público o trabalho de qualquer artista, deixando mais fácil conhecer antigos nomes. Nesse momento me vêm a cabeça uma música do Cazuza “…Eu vejo um museu de grandes novidades…”. Será que você conheceria nomes como Robert Johnson? Hoje existem matérias e um acervo pela internet, que se não simplifica mais te dá mais chances de saber quem foi essa pessoa. Poucas pessoas teriam esse privilégio, e a internet ajudou essa aproximação, angariando novos fãs.

2292Pergunte a algum fã sobre a morte do seu ídolo? Certamente você ouvirá: “Não morreu! Ele continua vivo”. O amor pode ser algo que explique essa longevidade de certos artistas. Essa adoração para muitos é prejudicial, porque leva o indivíduo a ser de uma realidade e entrar em uma espécie de hipnose e não aceitando a perda.

As hipóteses são muitas, e a real causa dessa idolatria pode ser a soma desses fatores. Um assunto que causa muito debate entre os amantes da musica. Hoje a morte na música virou uma celebração, dia de relançamentos e matérias especiais. Mas o que realmente vale é lembrar-se de artistas que nunca deixaram as mentes e dos corações de seus eternos fãs.