A poesia de Dylan em um dos grandes clássicos dos anos 60. Continuando com o seu questionamento habitual, Dylan se pergunta o porque dessa solidão, dessa falta de fé. Ele procura em um “Senhor do Pandeiro” essas respostas, em uma canção que ele toque. A canção encontra-se no álbum “Bringing It All Back Home”, de 1965.  Há uma outra interpretação que diz que o “Senhor do Pandeiro” era um codinome para comprar drogas, um refúgio para seus problemas. Naquela época era difícil falar sobre drogas, e por isso era preciso usar esses codinomes. Os jovens naquele momento não sabiam o poder destrutivo que as drogas poderiam fazer, pensavam que era um meio de escapar de seus problemas.

Há uma versão também muito famosa do The Byrds, banda qual Dylan era padrinho. Foi tão forte essa presença que a banda deu o nome da música para o álbum de 1965. Outra menção importante foi no filme “Mentes Perigosas”, que usam essa canção para reflexão em sala de aula.   As regravações são inúmeras, só em 1965 houve 13 regravações. O sucesso é tanto, que não há uma lista de melhor de qualquer coisa de música que não mencione “Mr. Tambourine Man”. Tanto na versão do The Byrds quanto na de Dylan. Uma canção que precisa parar e ouvir com calma.

“Embora eu saiba que todo império retornou ao pó. Varrido de minha mão,
Deixando-me cegamente aqui parado, mas ainda não dormindo.
Meu cansaço me espanta, estou plantado por meus pés.
Não tenho quem encontrar.
E a velha rua vazia está muito morta para sonhar.
Hei! Senhor Tocador de Pandeiro, toque uma canção para mim.
Não estou dormindo, e não há lugar onde eu possa ir.
Hei! Senhor Tocador de Pandeiro, toque uma canção para mim.
Na aguda manhã desafinada eu vou seguir você”