Muito se especulou sobre o que seria do próximo álbum do Megadeth após o fraco “Super Collider” (2013). Até mesmo por isso, a esperança era grande em torno de “Dystopia”. E graças aos céus, só temos que elogiar este trabalho de Dave Mustaine & Cia. Pode-se dizer que o 15º disco de estúdio da banda era o lançamento mais esperado deste início de 2016.

Muito também se especulou também sobre o direcionamento musical que seria tomado com a entrada de novos membros, o baterista Chris Adler e o guitarrista brasileiro Kiko Loureiro. Eles não revolucionaram o som do Megadeth, mas é nítida a mudança de sonoridade deste “Dystopia”.

Embora Kiko Loureiro não tenha participado ativamente da composição do álbum, percebe-se nitidamente o estilo Kiko de tocar, principalmente na hora dos solos com suas “fritadas” rápidas, algo muito comum em sua antiga banda, o Angra. A influência do brasileiro vamos notar de verdade na hora em que a banda preparar o novo material do sucessor de “Dystopia”. Mas é muito cedo para pensarmos nisso, o que podemos fazer agora é apreciar essa obra-prima que Dave Mustaine colocou no mundo.

Este novo disco da trupe de Mustaine pode andar lado a lado com os registros clássicos dos anos 90 e certamente vai entrar como um dos álbuns favoritos dos fãs e com certeza absoluta ele vai entrar na eleição dos melhores lançamentos de 2016.

Durante o rolar das músicas é fácil perceber a química entre Dave e Kiko nas guitarras, não à toa, o chefão se rasga em elogios ao brasileiro dizendo este ser um dos melhores parceiros da sua longa carreira.

Honestamente falando (ou escrevendo, como queiram), não existem pontos ruins para escrever sobre “Dystopia”. De verdade, é um disco que empolga do início ao fim, principalmente para quem gosta do estilo ou para quem gosta de Megadeth.

FAIXAS:

1 – The Threat Is Real
2 – Dystopia
3 – Fatal Illusion
4 – Death From Within
5 – Bullet To The Brain
6 – Post American World
7 – Poisonous Shadows
8 – Conquer Or Die!
9 – Lying In State
10 – The Emperor
11 – Foreign Policy