“A música é o remédio da alma”, escreveu Walter Haddon. Também pode ser vista como abreviação da emoção, segundo aos olhos de Leon Toltoi. De uma coisa é certa, Perpetual Gateways, o 12° álbum de Ed Motta, traz um misto incrível de Jazz e Soul em uma sofisticação ímpar nos dias de hoje.

Após o sucesso de seu último disco “AOR”, no qual Ed lançou em duas versões, sendo uma com músicas de letras em idioma nacional, outro com outras letras em inglês lançados na Europa, Ásia e nos Estados Unidos, tivera o brilhantismo de compor um disco ainda mais elevado tecnicamente, e desta vez somente em inglês.

O álbum é dividido em dois, feito aos moldes dos tempos dos discos de vinil. As primeiras cinco faixas são denominadas como “Soul Gate” e as cinco faixas restantes chamadas de “Jazz Gate” como se fossem os lados A e B. Embora o Jazz e Soul sejam sutilmente fundidos em todas as faixas do disco, as quatro músicas finais o estilo jazz é mais predominante (The Owner, A town in flame, I remember Julia e Overblow overweight ), onde podemos enfim perceber o pleno domínio de jazz de ED.


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O Disco foi gravado em Los Angeles, Califórnia (Estados Unidos) e Ed Motta escolheu a dedo o time que compôs a criação desse álbum. Músicos incríveis e voltados para o Jazz.  Nomes como Cecil McBee (baixo), Charles Owens (saxofone), Curtis Taylor (trompete), Greg Phillinganes (clavinete), Hubert Laws (flauta), Marvin Smitty Smith (bateria), Patrice Rushen (piano, Rhodes e clavinete), Rickey Woodard (saxofone) e Tony Dumas (baixo).

O álbum inteiro, é impossível pular uma faixa sequer, mas a faixa que mais me chamou a atenção, fora “The owner” pois trata-se de um som bem ao estilo bebop que pauta bem o tema jazzístico.

Um disco e tanto!


FAIXAS

1 – Captain’s Refusal

2 – Hypochondriac’s Fun

3 – Good Intentions

4 – Reader’s Choice

5 – Heritage Deja Vu

6 – Forgotten Nickname

7 – The Owner

8 – A Town In Flames

9 – I Remember Julie

10 – Overblown Overweight