Um teatro cheio de histórias e importantíssimo para a música paulista. Situado no bairro de Pinheiros em um porão da Rua Teodoro Sampaio, o ‘Lira’ como era carinhosamente chamado desfilou diversos nomes: Língua de Trapo, Premeditando o Breque, Titãs, Ultraje a Rigor, Wilson Souto Jr, Tiago Araripe, Ratos de Porão, Cólera, Tetê Espindola e Itamar Assumpção com sua banca Isca de Polícia.

A casa funcionou de 1979 a 1986 com diversos altos e baixos, enquanto no começo tocava um som mais para um MPB contemporânea no fim foi uma casa de rock e punk. Por muito tempo a casa foi um símbolo da cidade, onde as pessoas viam que a cidade podia ser algo diferente quando olhar para as outras cidades do país. Quando alguém pensava em boemia, vinha o ‘Lira’; se pensasse na noite paulistana a casa era novamente lembrada.

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Antes de ser fechada a casa teve vários problemas com alvarás, no governo de Jânio Quadros muitos até tinham a impressão que existia um secretário apenas para fiscalizar a casa. Além das histórias da música a turma do jornalismo também desfilou por lá: Georgia de Carvalho. Além disso, o lugar foi um símbolo do final da ditadura, era algo do tipo de libertação cultural. Por algum tempo houve a criação do Selo do Lira Paulistana, lançando vários LP’s e com grande destaque para álbum “Beleléu, Leléu, Eu” de Itamar Assumpção.

Foram tantas histórias que foi lançado um livro com fotos do local “Lira Paulistana- Um delírio de Porão” de Riba de Castro (Que também foi sócio do Lira Paulistana) lançado em 2014 e antes em 2013 sai um DVD com o mesmo nome. Outra dica de livro sobre o local é “Em um Porão em São Paulo” de Laerte Fernandes de 2002.