‘É uma musiquinha detestável’, admitiu o líder do Police, Sting, à NME. “Meio do mal mesmo. Sobre ciúme e vigilância e possessividade.”

Sting compôs a faixa ao piano, na casa do autor de James Bond, Ian Fleming, na Jamaica. “Eu sabia que seria nosso maior sucesso”, contou ele à BBC, “apesar dos protestos dos outros membros da banda, dizendo que era uma música muito simplista.” De fato, a canção se tornou motivo de discórdia nas gravações de “Synchronicity”. “Sabíamos que tínhamos uma música matadora”, declarou o guitarrista Andy Summers, a Craig Rosen, da Billboard, “e não queríamos estragá-la”.

“Desde que você se foi
Eu tenho estado perdido
Sem um rumo
Eu sonho à noite
E só consigo ver o seu rosto
Eu olho em volta
Mas é você que eu não consigo substituir
Eu sinto tanto frio e anseio pelo seu abraço
Eu continuo chorando, querida, querida, por favor”

“Stewart (Copeland, baterista) dizia: ‘Quero colocar a porra da bateria’”, contou o produtor Hugh Padgham à Sound On Sound, “ e Sting retrucava: ‘Não quero que você coloque a porra da bateria! Quero que você coloque o que eu disse pra você colocar!’, e a coisa continuava”.

Summers acrescentou a guitarra, inspirada no compositor clássico Béla Bartók: “Soou totalmente clássica e deu contornos modernos”, gabou-se ele à Record Collector.

Mal interpretada como romântica, “Every Breath You Take” se tornou como uma das canções mais tocadas no rádio nos Estados Unidos. “A questão é que não tem saída”, disse Sting à “ em 1999. “É circular: esse cara está preso e gostando disso… Se fosse escrever hoje, eu o faria seguir em frente – tirava do círculo vicioso.”

FONTE: 1001 MÚSICAS PRA OUVIR ANTES DE MORRER
AUTOR: ROBERT DIMERY