Aproveitando a levada do álbum anterior (“In Rock”), a banda inglesa Deep Purple lança mais um álbum clássico na historia do Rock. Muita energia, guitarra e atitude dão a toada. O repertório cada vez maior e melhor levam a loucura os fãs em seus shows. Algo que deve ser aplaudido, lembrando que o ano era 1971, com inúmeras magnificas bandas, se destacar era algo de ficar de pé e bater palma.

Mas não foi fácil, depois de nove meses de gravação, ente 1970 e 1971, com inúmeras interrupções durante esse intervalo, principalmente com a mania de alguns integrantes em corrida de carros. Mas também existia a questões das turnês, por exemplo, a ida à Austrália foi de nove dias.

Deep_Purple_(1971)

Um ponto relevante do álbum é o ecletismo que existe. Vejamos: “Anyone’s Daughter” é um Country em que Blackmore se inspirou nas canções que escutava na sua infância. A abertura fica com a música “Fireball” que com o tempo se torna um dos maiores clássicos da banda, um puro Hard Rock. “The Mule” é uma autêntica Opera Rock, que mais tarde se transformou em um dos principais pontos em shows. “No,No,No” é uma aula de como um teclado pode entrar no mundo do rock. “No One Came” como o próprio Gilan já descreveu, era uma canção que mostrava a sua preocupação com uma possível queda da banda, que vivia dias gloriosos. Esse lance de sucesso muito rápido era algo que eles discutiam muito, levando isso até a capa, onde pode ver um cometa indo para cima com todos os integrantes dentro.

Ao ouvir outros álbuns da banda, você pode notar que esse é um dos mais experimentais, pode ser porque ele foi concebido por um tempo maior se se preocupar com cenários que poderiam entrar.

Com Ian Gillan (vocal), Ritchie Blackmore (guitarra), Roger Glover (baixo), Jon Lord (teclados, Órgão Hammond) e Ian Paice (bateria) formam a mais clássica composição do Deep Purple e fazem de Fireball um mega clássico do Rock.

Faixas

01 – Fireball

02- No No No

03 – Demon’s Eye

04 – Anyone’s Daughter

05 – The Mule

06 – Fools

07 – No One Came