Mais uma pedra preciosa do rock brasileiro, que com o passar do tempo deixou um legado que influencia gerações até os dias atuais. Para quem não sabe, o Moto Perpétuo é uma banda de rock progressivo, que surgiu em 1973, quando Guilherme Arantes e Cláudio Lucci se conheceram na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Logo no início de carreira, a banda contou com o apoio do empresário Moracy do Val, responsável pelo lançamento dos Secos e Molhados.

Influenciados por bandas como Genesis e Yes, no ano de 1974, o Moto Perpétuo lançou, pela gravadora Continental o seu álbum homônimo de estreia.

O poder e a qualidade das composições do quinteto impressiona. Todas as letras são de autoria do vocalista e tecladista Guilherme Arantes. A qualidade dos arranjos em “Moto Perpétuo” é tão boa, principalmente nos teclados, que não fica devendo à nenhuma outra banda brasileira. Fora as influências de bandas estrangeiras, o quinteto também sofreu a influência movimento mineiro Clube da Esquina.

Depois do lançamento do seu debut, Guilherme Arantes deixou a banda para começar uma bem sucedida carreira solo e logo de cara já emplacou o sucesso “Meu Mundo e Nada Mais”. O músico construiu um estilo único, transitando entre o pop e o rock progressivo e é um dos pianistas de reconhecimento internacional.

Após a saída de Guilherme, a banda encerrou as atividades, voltou na década de 80 e lançou com outra formação o segundo e último álbum, “São Quixote”.

O disco de estreia do Moto Perpétuo é mais um daqueles materiais que são disputados a tapa pelos colecionadores, com valores exorbitantes. Além de raro, para ajudar, o trabalho homônimo da banda paulista foi relançado em cd. Dessa forma, não é necessário desembolsar fortunas para ter em mãos esse tesouro do rock brasileiro.

FAIXAS:

1 – Mal o Sol
2 – Conto Contigo
3 – Verde Vertente
4 – Matinal
5 – Três e Eu
6 – Não Reclamo da Chuva
7 – Duas
8 – Sobe
9 – Seguir Viagem
10 – Os Jardins
11 – Turba